Nestes dois laboratórios, formaram-se grupos de trabalho com o objectivo de organizar e estruturar o formato de apresentação final dos projectos desenvolvidos nos laboratórios anteriores.
Após uma leitura detalhada da Alegoria da Caverna de Platão, pertencente ao livro VII de “A República”, realizou-se uma instalação vídeo num espaço pertencente ao Ar.Co, que deveria reflectir sobre o aprisionamento do potencial espectador numa situação paradoxal de artifício e ilusionismo. O dispositivo videográfico imersivo deveria procurar igualmente relações operativas no espaço arquitectónico no qual se inseria.
A partir da ideia de decomposição da imagem em movimento na sua sucessão de instantes fotográficos, cada grupo realizou um vídeo que se estruturou neste aspecto formalizador da imagem videográfica.
Num primeiro momento deste laboratório realizou-se um auto-retrato com um outro corpo. Para a construção do seu próprio auto-retrato, cada aluno dirigiu um colega, dando-lhe indicações específicas a partir da imagem visualizada num monitor de televisão, única relação visual que o retratado teve com a sua imagem e sua construção.
Por oposição, no segundo momento cada aluno enfrentou a câmara num registo mais intimista. O lugar do dispositivo de apresentação – o monitor de vídeo – foi definido à priori pelo colega de trabalho.
Notas:
O texto "Autofictions, or Elective Identities" fornecido na aula é da autoria de Olivier Asselin e Johanne Lamoureux [Parachute 105 (2002): 11-18]